Uma viagem sozinha repleta de boas experiências pela Turquia

Juliana Mendes já viajou para vários países sozinha. Só que ir para a Turquia sozinha foi uma experiência completamente diferente. Lá ela conheceu várias pessoas e se apaixonou pelo país.

Juliana ama viajar sozinha. A primeira fez foi para a América do Sul. De lá para cá não parou mais. Na Turquia ela se encantou pela cultura local, pelos lugares que conheceu e por tudo que aprendeu.

O roteiro dela para viajar pela Turquia

“Meu roteiro foi Bodrum, Denizli, Capadócia e Istanbul. Chegando em Bodrum o recepcionista do meu hotel pediu meu telefone e eu achando que era algum serviço… Fui ingênua, eu sei! Mas é porque sempre fico em hostel, nunca fico em hotel. Então imaginei que isso fosse normal”, lembra.

Foi então que a Juliana passou seu número e percebeu um outro lado bastante comum na Turquia. Ela disse que ficou com uma primeira impressão um pouco ruim, chegou até a se arrepender de ter ido sozinha.

Nos dias seguintes de Turquia ela percebeu que os homens são bem insistentes mesmo. “Eu recebi mais de 10 convites de jantar ao longo dos 12 dias. Do dono da loja de tapete ao piloto do balão da Capadócia. Qualquer lugar que você encostava para comprar alguma coisa e desse abertura para uma conversa respondendo a famosa “Are you from?” Você já era convidada pra tomar um chá e depois para um jantar”, conta Juliana.

A insistência dos homens para os convites

Juliana conta que o assédio com as ocidentais é grande. E isso não acontecia só com ela, mas com todas. “No começo eu me senti mal com a situação. Depois percebi que não era só comigo e resolvi encarar tudo isso de maneira divertida. Dava risada agradecia e recusava o convite”, lembra.

Apesar da insistência dos Turcos, eles eram educados. Logo, não tinha motivo para Juliana ser grossa. Até porque estava sozinha e quando se viaja sozinha é preciso ter jogo de cintura para sair bem desse tipo de situação.

Viajar sozinha pela Turquia é ser flexível

Para Juliana viajar sozinha proporciona uma série de experiências únicas. Entretanto, é preciso ser flexível. Ela diz que viajar sozinha para a Turquia não é tão perigoso quanto ela achava que seria. Só é preciso ficar atenta e não confiar em qualquer pessoa.

“Antes de viajar eu tinha uma imagem completamente diferente da Turquia. Imaginava aquele estereotipo de país muçulmano que vemos na TV. Chegando lá eu encontrei um país lindo, moderno, cheio de gente bonita e amável. Fiz muitos amigos. Conheci pessoas inesquecíveis que me ajudaram muito e me proporcionaram a experiência de entrar mais na cultura local”, conta.

O estranho convite para o chá

A Turquia tem a tradição de tomar muito chá. O que possibilitou a Juliana aceitar os mais de 15 convites. Que renderam muitas tardes de conversas e bons amigos. Um desses chás, a rendeu um almoço de graça.

“Depois de passar quase 1 hora sentada com um senhor, dono de uma loja de tapete, conversando e bebendo chá, ele perguntou se eu estava com fome. E foi me levando num restaurante dizendo que era comida de graça! Chegando no local tinha uma longa mesa montada na calçada. Apenas homens com os seus pratinhos de plástico almoçando. O senhor foi buscar o meu pratinho e nós comemos juntos com aproximadamente mais 10 homens. Todos turcos e não haviam outras mulheres. Ele me explicou que teria um casamento e o noivo estava oferecendo um almoço, era um costume local. Eu achei o máximo! Depois disso, no próximo convite de chá, eu estava contando super empolgada sobre a experiência. Tentando entender mais sobre o costume, descobri que quando tem um casamento o noivo oferece um almoço para a comunidade carente da cidade”, relembra Juliana.

Histórias como a da Turquia talvez não aconteceriam se a Juliana estivesse viajando acompanhada.

Juliana Mendes, tem 25 anos e atualmente mora na Escócia. A primeira vez que foi viajar sozinha foi em 2013 quando fez um mochilão de 25 dias pelo Peru, Bolívia e Chile.

2017-10-04T16:29:22+00:00